Árbitros, juízes e outros oficiais desportivos trabalham com desportistas amadores e profissionais para organizar,

regular e oficiar eventos desportivos de acordo com as regras estabelecidas (ILO, 2018).

Probabildiade de risco baseado no estudo seminal de Frey e Osborne

Características do grupo profissional e ocupações similares

Técnicos de Desporto, Ginásio e Fitness

Técnicos desportivos e de fitness preparam-se para e competem em eventos desportivos para obter ganho financeiro; treinam desportistas amadores e profissionais; promovem a participação e o nível desportivo; organizam e oficiam eventos desportivos e proporcionam instrução, treino e supervisão para várias formas de exercício e outras atividades recreativas (ILO, 2018).

  • Oficiais desportivos

Informações básicas

De momento, começa a ser difundida a utilização de câmaras e tecnologia em contexto desportivo. No ténis profissional, os juízes têm acesso à tecnologia Olho de Falcão, que permite aos jogadores recorrer de decisões. No críquete, os juízes têm ao seu dispôr um preditor de movimentos, originalmente desenvolvido para o exército, câmaras de infravermelhos, um microfone sensível e mecanismos de replay de movimento ultra lento para estabelecer, com o máximo de precisão, se o batedor estava, ou não, excluído. Mais recentemente, no futebol profissional, foram introduzidas câmaras na linha de baliza para determinar se a bola ultrapassou, de facto, a linha de golo e se um golo deve ser atribuído. Este aumento significativo de tecnologia no desporto levou, já, a alterações no papel de árbitros e juízes. No passado, o árbitro e os seus assistentes tinham a palavra final na tomada de decisão, mas atualmente o seu o seu papel é apoiado por tecnologia adicional, especialmente no caso da tecnologia da linha de golo (Venture Beat, 2017). Ainda que sejam implementadas para garantir maior justiça no desporto e garantir maior precisão na tomada de decisão, verifica-se ainda, em alguns desportos, uma grande relutância dos árbitros em aceitar estas mudanças, uma vez que perderão alguma autoridade enquanto oficiais de jogos e eventos desportivos.

Exemplos de caso

De momento, os estádios desportivos já albergam mais câmaras e displays do que há uma década atrás. No futuro, as câmaras tornar-se-ão menores, mais leves e mais acessíveis, o que significa que, dentro de 10 anos, poderemos ver jogadores usando câmaras em si próprios. Estes feeds de vídeo podem ser ainda complementados por feeds de outras pequenas câmaras, semelhantes a insetos, que poderiam, futuramente, ser utilizadas em desportos profissionais.

Embora esta tecnologia premeie os adeptos com uma visão mais íntima do jogo, do ponto de vista dos atletas, poderá também significar uma mudança adicional no papel dos árbitros e juízes. No futuro, adeptos, treinadores, gestores desportivos, analistas televisivos e todos os espectadores terão acesso a feeds de vídeo que mostram todos os movimentos no recinto desportivo, de vários ângulos, tudo em tempo real, o que terá impacto na autonomia dos árbitros em tomar decisões eficazes durante os jogos e eventos desportivos.

The Future of Football

O desenvolvimento de um interface, ou tela, de alerta (HUD, Heads up display) sob a forma de um visor ou lente de contacto, poderia permitir sobrepor informação no campo de visão dos espectadores, enquanto assistem a um jogo. Cada atleta poderia ter um “balão de informação” por cima de si, que apresentaria dados relativos à fisiologia do jogador, bem-estar e outros dados recolhidos por meio de um retransmissor sensorial da pele. Embora estes avanços realcem a experiência para os espectadores, existe também um impacto no papel dos árbitros. Idealmente, estes deveriam ser capazes de ver a ação de qualquer ângulo, ampliar ou reduzir a ação à vontade e, através de lentes de contacto ativas, os árbitros poderiam facilmente executar estas ações durante um jogo. O acesso a esta informação adicional aumenta a capacidade dos árbitros tomarem decisões eficazes. Os árbitros poderão ainda combinar feeds de várias câmaras e outros sensores para obter uma vista em 3D de alta qualidade de todo o campo.

Os heróis desportivos do futuro, bem como os árbitros que oficializam as partidas, poderão ser andróides. Os andróides do futuro serão construídos com um forte esqueleto revestido com músculos de gel de polímero que parecem macios, mas são cinco vezes mais fortes que os humanos, tornando-os muito mais ágeis e, potencialmente, fazendo com que os eventos desportivos se tornem mais emocionantes. Estes andróides serão, também, interligados em rede para que todos os aspectos do seu jogo e respetiva condição possam ser utilizados em aplicações de suporte. No futuro, com andróides desportistas e espectadores que assistem e monitorizam jogos e jogadores através de aplicações, é possível que papel do árbitro tradicional se torne obsoleto.